RESUMO
MOEMA PARENTE AUGEL. O Desafio do Escombro: A Literatura da Guineense e a Narração da Nação. 01/12/2005
2v. 515p. Doutorado. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - LETRAS (LETRAS VERNÁCULAS)
Orientador(es): CARMEN LUCIA TINDO RIBEIRO SECCO
Biblioteca Depositaria: Banco de Teses da Pós-Graduação da faculdade de Letras da UF
Email do autor:
Palavras - chave:
Literatura em Língua Portuguesa; Literatura guineense
Área(s) do conhecimento:
OUTRAS LITERATURAS VERNÁCULAS
Banca examinadora:
Benjamin Abdala Júnior
JORGE FERNANDES DA SILVEIRA
Laura Cavalcante Padilha
Maria Nazareth Soares Fonseca
Linha(s) de pesquisa:
LITERATURAS PORTUGUESA E AFRICANAS: RELAÇÃO ENTRE CULTURA E ARTE  O AUTOR, O TEMPO, O ESPAÇO. O TEXTO E SUA RECEPÇÃO: DIÁLOGOS SINCRÔNICOS E DIACRÔNICOS. ENFOQUES INTERDISCIPLINARES DA OBRA LITERÁRIA. LITERATURA E MANIFESTAÇÕES multiculturais.
Agência(s) financiadora(s) do discente ou autor tese/dissertação:
 
Idioma(s):
Português
Dependência administrativa
 Federal
Resumo tese/dissertação:
A busca identitária na África como nas Américas, se quiser escapar da autocolonização, terá forçosamente que encontrar definições face ao violento processo de anulação das diferenças e das especificidades culturais vivenciadas pelos novos estados. Os autores guineenses, com seus textos descolonizados, a partir tanto da recuperação da memória ancestral pelo jogo intertextual com as tradições, quanto pela desconstrução e reterritorialização da herança colonial prolongada pelo neocolonialismo e pelo autocolonialismo, representam uma resposta e uma reação, no nível da fabulação e da apropriação simbólica, à dependência dos parâmetros ocidentais e hegemônicos. A literatura guineense oferece fecundos elementos para uma reflexão sobre a identidade nacional e acerca de como o discurso estético-literário nos contempla com construções de significados de nacionalidade que substituem, ou podem pelo menos substituir, a falência (e a falácia) do discurso ufanista, autocelebrante do poder autoritário, ainda ancorado nas glórias das lutas libertárias. A força da dicção de Abdulai Sila em Mistida, o brado de Odete Semedo em No fundo do canto, o acerto de contas de Filinto de Barros em Kikia Matcho, as crônicas divertidas e irônicas de Carlos Lopes, assim como os poemas de Huco Monteiro, Respício Nuno, Félix Sigá ou Tony Tcheka entre outros, marcam a conjuntura literária da Guiné-Bissau dos anos 90 em diante e mudam os contornos da figuração da identidade nacional, neste momento em que as promessas já nada dizem nem nada representam.
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